Brasil completa mais de 10 anos sem registros de raiva humana transmitida por cães

por: André Vita

O Brasil alcançou um marco histórico em saúde pública ao completar mais de dez anos sem registros de raiva humana transmitida por cães, resultado de grande relevância para a proteção da população.

Campanhas de vacinação antirrábica

A conquista é consequência direta das políticas públicas de prevenção, vigilância e controle, com destaque para as campanhas nacionais de vacinação gratuita e contínua promovidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação em massa dos cães interrompeu a transmissão do vírus no ambiente urbano, reduzindo o risco de infecção humana por mordeduras ou contato com animais infectados. Ao alcançar altas coberturas vacinais, o país controlou de forma efetiva a circulação do vírus associado aos cães.

Vacinação segura e cuidados com animais doentes

A vacina antirrábica deve ser aplicada apenas em cães clinicamente sadios. Animais com sinais de doença não devem ser vacinados naquele momento. Entre os sinais que exigem avaliação veterinária estão:

  • febre
  • apatia
  • vômitos
  • diarreia
  • alterações de comportamento

Nesses casos o tutor deve procurar um médico veterinário para avaliação e orientação adequada, garantindo a eficácia da vacina e a saúde do animal. Para informações sobre práticas profissionais consulte o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

Papel do médico veterinário

O médico veterinário atua desde o planejamento e execução das campanhas até a avaliação clínica dos animais, vigilância de casos suspeitos, notificação e investigação de possíveis ocorrências. Essa atuação é essencial para o fortalecimento da vigilância epidemiológica e para a resposta rápida a riscos à saúde pública.

Abordagem Saúde Única

O controle da raiva ilustra o conceito de Saúde Única One Health, que reconhece a interdependência entre saúde humana, saúde animal e meio ambiente. A proteção da população humana depende diretamente da vacinação e do monitoramento sanitário dos animais e da vigilância ambiental dos reservatórios do vírus. Para mais informações sobre a abordagem One Health veja a página da OMS (WHO One Health).

Posts Relacionados

Deixe um comentário