O uso frequente de fones de ouvido impulsionado pela rotina conectada e pelo consumo de música e de conteúdo digital acende um alerta entre especialistas sobre os riscos à saúde auditiva. A exposição prolongada a sons em volumes elevados pode provocar danos irreversíveis muitas vezes silenciosos no início.
Danos e fatores de risco
A otorrinolaringologista Daniella Sofia Gatto da Hapvida explica que os danos dependem da intensidade do som e do tempo de exposição. Não há um prazo fixo para a instalação da perda auditiva, pois idade, condições clínicas e genética também influenciam. Em ambientes profissionais o limite considerado seguro é 85 decibéis para uma jornada de 8 horas, níveis acima já são prejudiciais quando a exposição é prolongada.
Sinais de alerta
- Dificuldade para compreender a fala
- Zumbido persistente
- Irritabilidade ou sensibilidade a sons
- Necessidade de aumentar muito o volume para ouvir
Comportamentos que aumentam o risco
Um hábito comum e prejudicial é aumentar o volume dos fones em locais barulhentos para compensar o ruído externo. Esse comportamento eleva a intensidade sonora recebida e acelera o dano auditivo.
Prevenção e cuidados recomendados
- Manter o volume em níveis moderados, idealmente abaixo de 60% do máximo do aparelho ou respeitar o limite de 85 dB
- Adotar a regra 60 por 60: ouvir no máximo 60% do volume por até 60 minutos seguidos e fazer pausas
- Preferir fones com cancelamento de ruído para evitar aumentar o volume em ambientes barulhentos
- Fazer pausas regulares e reduzir o tempo diário de uso
- Procurar avaliação médica otorrinolaringológica em caso de sintomas persistentes
Para quem usa fones diariamente o acompanhamento com um especialista é recomendado. Para agendamento e orientações sobre prevenção visite a página da Hapvida.