O Festival Viva as Diferenças chega à sua terceira edição levando conscientização e lazer para e com pessoas neurodivergentes. O evento acontece no Sítio Trindade, no bairro de Casa Amarela, em Recife, no dia 18 de abril, das 15h às 19h, com entrada gratuita e aberta ao público.
Programação sensorial e oficinas
A programação foi pensada em formato sensorialmente amigável, com atividades que estimulam aprendizagem e interação. Entre as oficinas estão:
- Oficina de bolhas
- Confecção de instrumentos musicais
- Plantio de mudas
Haverá também venda de produtos preparados pelos jovens atendidos pela clínica, como salgados de queijo, doces e molho pesto.
Protagonismo e apresentações culturais
O festival prioriza o protagonismo de crianças e jovens neurodiversos, que participam ativamente das oficinas e das apresentações. A programação inclui apresentação da Escola Pernambucana de Circo, exibição de curtas ao ar livre e apresentação de dança com a bailarina Amanda Lima, primeira dançarina de ponta com Síndrome de Down do Norte/Nordeste. A novidade desta edição é a apresentação da Banda Fim de Feira com os pacientes.
“Incentivamos que nossas crianças e jovens possam experimentar todos os recursos possíveis envolvendo práticas culturais, artísticas e cotidianas, focando no respeito às suas habilidades, interesses e autonomia”, destaca Juliana Maia, fonoaudióloga, terapeuta DIR Trainer e sócia fundadora da Aprimore.
Sobre a Aprimore Terapia Integrada
A organização e produção do evento são da Clínica Aprimore Terapia Integrada, especializada no atendimento terapêutico de crianças, jovens e adultos atípicos. A instituição celebra 10 anos de atuação e trabalha com a metodologia DIR/Floortime, que prioriza atividades lúdicas adaptadas ao ritmo e empenho de cada indivíduo.
A Aprimore conta com três unidades no Recife e oferta atendimento multidisciplinar por meio de fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e musicoterapia, com sessões agendadas nos turnos da manhã e tarde.
Neurodivergência no Brasil
O censo do IBGE (2022) aponta que 2,4 milhões de pessoas no Brasil possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), equivalente a 1,2% da população, com maior concentração na faixa etária de 5 a 9 anos.
“As pesquisas censitárias são fundamentais para direcionar políticas públicas, mas é preciso refinar categorias e ampliar o diálogo educativo sobre as necessidades e direitos de pessoas neuroatípicas”, afirma Juliana. Ela ressalta ainda a importância de metodologias combinadas para diagnóstico e acompanhamento, sempre respeitando a individualidade e promovendo caminhos personalizados de aprendizagem.
Serviço
3º Festival Viva as Diferenças
- Data 18 de abril
- Horário das 15h às 19h
- Local Sítio Trindade
- Endereço Estrada do Arraial, 3259, Casa Amarela, Recife – PE