Muitas mulheres relatam que, após os 45 anos, o corpo começa a mudar mesmo sem alterações significativas na alimentação. A queixa mais comum é o aumento da gordura abdominal, especialmente na região da cintura. Essas mudanças estão relacionadas à transição para a menopausa e às transformações hormonais que afetam o metabolismo.
Transformações hormonais e distribuição de gordura
Durante o climatério, período que antecede a menopausa, ocorre queda gradual dos níveis de estrogênio, hormônio importante na distribuição da gordura corporal. Com essa redução, o organismo tende a modificar o padrão de acúmulo, favorecendo a região abdominal. Segundo a ABESO, o risco de acúmulo abdominal aumenta na faixa acima dos 45 anos.
Papel do estrogênio
“O estrogênio ajuda a manter a gordura mais distribuída no quadril e nas coxas. Quando ele diminui, o corpo passa a concentrar mais gordura na região central”, explica a médica Dra. Leila Gonzaga, especialista em emagrecimento e longevidade.
Papel do estresse e do cortisol
Além do estrogênio, o cortisol — conhecido como hormônio do estresse — influencia diretamente o acúmulo de gordura visceral. Rotina intensa, sobrecarga emocional e alterações do sono, comuns nessa fase da vida, podem elevar o cortisol. O excesso desse hormônio está associado ao aumento da gordura localizada profundamente no abdômen, com maior risco cardiovascular.
Riscos associados à gordura abdominal
A gordura abdominal não é apenas estética. Estudos relacionam o acúmulo na região central a maior risco de doenças metabólicas e cardiovasculares. Entre os problemas mais associados estão:
- Diabetes tipo 2
- Hipertensão
- Doenças cardiovasculares
Dados da ABESO indicam que mais da metade da população adulta brasileira tem excesso de peso, e o risco metabólico tende a aumentar com a idade.
Perda de massa muscular e metabolismo
A perda progressiva de massa muscular após os 40 anos reduz o gasto energético basal. Com menos músculo, o corpo queima menos calorias em repouso, facilitando o ganho de peso mesmo com ingestão calórica semelhante à de anos anteriores. “A mulher não está fazendo tudo errado. O metabolismo realmente muda”, reforça Dra. Leila Gonzaga.
Como enfrentar a gordura abdominal na menopausa
A abordagem deve ser individualizada, incluindo avaliação hormonal, análise de composição corporal e revisão de hábitos de sono, alimentação e atividade física. As recomendações principais são:
- Preservar e aumentar a massa muscular por meio de treino de força
- Controlar o estresse e melhorar a qualidade do sono
- Avaliar possíveis deficiências hormonais com um profissional de saúde
- Adotar alimentação equilibrada e adequada à nova fase metabólica
Para orientação personalizada, procure um especialista. Serviço citado: Clínica de Longevidade e Emagrecimento. Endereço Rua Guimarães Peixoto, 75 – Casa Amarela. Siga as contas oficiais no Instagram @dra.leilagonzaga e @clinicaclee.
Fonte: Dra. Leila Gonzaga – médica especialista em emagrecimento e longevidade