Wi-Fi público pode expor senhas, dados bancários e informações pessoais durante viagens

por: André Vita

A cena é comum durante as férias ou em viagens a trabalho: ao chegar ao aeroporto ou fazer o check-in no hotel, muitos procuram uma rede Wi-Fi disponível. A facilidade de acesso à internet pode esconder riscos à segurança de dados pessoais, bancários e informações corporativas.

Percepção de segurança e erros comuns

Segundo Nisston Moraes, doutor em Ciência da Computação e professor dos cursos de Tecnologia da Informação da Estácio, um dos principais erros dos usuários é acreditar que a reputação do local garante a segurança da conexão. Muita gente acha que, porque o hotel é sofisticado ou o aeroporto é internacional, a rede é automaticamente segura. Isso não é verdade e o usuário precisa estar atento antes de se conectar.

Ataque homem no meio

Man in the middle é uma das ameaças mais comuns. Nesse tipo de ataque, o criminoso se conecta à mesma rede e se posiciona entre o aparelho e a infraestrutura, interceptando informações transmitidas. É como se o golpista acompanhasse o que o usuário envia e recebe, expondo dados dependendo da segurança da conexão e dos serviços acessados.

Gêmeo malvado e redes falsas

O golpe do “gêmeo malvado” ocorre quando um criminoso cria uma rede falsa com nome muito semelhante ao da rede oficial do hotel, aeroporto ou restaurante. Uma letra ou caractere diferente pode passar despercebido e levar o usuário a se conectar à infraestrutura fraudulenta para interceptar dados ou redirecionar para páginas falsas. Confirme sempre o nome exato da rede com funcionários do local.

O que pode ser exposto

Em redes vulneráveis, criminosos podem capturar tráfego e explorar falhas. Senhas de redes sociais e e-mails, informações pessoais, dados bancários, CPF e número do passaporte estão entre os principais alvos. Em viagens a trabalho, acessar documentos e e-mails corporativos em uma rede comprometida pode transformar o usuário em porta de entrada para ataques à organização.

Ferramentas facilitam ataques

Não é preciso ser um especialista para explorar redes públicas. Ferramentas para analisar tráfego e executar ataques estão cada vez mais acessíveis, o que amplia a necessidade de cuidados por parte dos usuários.

Como reduzir riscos

  • Use uma VPN para criptografar o tráfego e dificultar a leitura de dados por terceiros.
  • Para operações sensíveis como bancos e compras, prefira a rede móvel 4G/5G em vez do Wi-Fi público.
  • Em viagens internacionais, considere chips locais ou eSIM para reduzir dependência de redes públicas.
  • Desative a conexão automática a redes abertas nas configurações do celular e do notebook.
  • Confirme o nome e, quando houver, a senha da rede com funcionários do hotel ou estabelecimento para evitar redes falsas.
  • Verifique se os sites usam HTTPS e observe os indicadores de segurança do navegador, sem considerá-los garantia absoluta.

Conclusão

A prevenção é a melhor ferramenta do viajante. Com medidas simples como o uso de VPN, atenção ao nome da rede e preferência por dados móveis em operações sensíveis, é possível reduzir riscos, proteger informações e aproveitar a viagem com mais tranquilidade, reforça Nisston Moraes.

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André Vita

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