O registro de novos casos de sarampo no Brasil e a circulação de vírus respiratórios colocam a vacinação novamente no centro das atenções. A Campanha Nacional de Multivacinação, realizada de 3 de agosto a 1º de setembro, busca atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos e reduzir o risco de doenças que podem provocar complicações e internações.
Sarampo e cobertura vacinal
O sarampo continua sendo um dos principais alertas. Embora o Brasil tenha recuperado em novembro de 2024 a certificação de país livre da circulação endêmica da doença, casos importados e cadeias localizadas de transmissão ainda representam ameaça. Em 2025 o país alcançou 92,9% de cobertura na primeira dose da tríplice viral e apenas 78,3% na segunda, segundo dados do Ministério da Saúde.
Por que a vacinação é fundamental
Para o médico da PAD Saúde, Dr. Sérgio Gonçalves Filho, os novos registros reforçam a necessidade de conferir a caderneta de vacinação. “O sarampo é extremamente contagioso. A vacinação continua sendo nossa principal ferramenta para evitar a doença e suas complicações”, explica.
Sintomas do sarampo
- Febre
- Manchas avermelhadas pelo corpo
- Tosse
- Coriza
- Irritação nos olhos
Avanços na prevenção de doenças respiratórias
A campanha ocorre também em um momento de avanços na prevenção do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças pequenas. O SUS disponibiliza vacinação para gestantes a partir da 28ª semana, permitindo a transferência de anticorpos para o bebê. Dados do Ministério da Saúde apontaram redução de 52,5% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave por VSR em bebês menores de seis meses após a introdução da vacinação materna.
Outra estratégia é o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal disponibilizado pelo SUS para públicos infantis específicos. “O nirsevimabe não é uma vacina. Ele fornece anticorpos prontos ao bebê. São estratégias diferentes, mas que mostram como a prevenção das formas graves de doenças respiratórias vem avançando”, afirma o Dr. Sérgio.
Desinformação e riscos nas redes sociais
Além da vacinação, o médico chama atenção para outro desafio de saúde pública: a desinformação nas redes sociais. Autodiagnósticos, dietas extremas, uso de medicamentos para emagrecimento sem prescrição e tratamentos divulgados por influenciadores podem colocar a saúde em risco.
“Um vídeo viral não substitui uma avaliação profissional. Na dúvida entre uma orientação encontrada nas redes sociais e o acompanhamento de um profissional habilitado, a escolha deve ser sempre pela informação baseada em evidências”, alerta o Dr. Sérgio.
Como aproveitar a Campanha Nacional de Multivacinação
A campanha deve servir como estímulo para toda a família revisar os cuidados preventivos. A caderneta de vacinação é um documento de saúde que precisa ser acompanhado ao longo da vida. Prevenção significa agir antes que a doença apareça. Manter as vacinas indicadas em dia pode fazer toda a diferença.
Público-alvo da campanha
- Crianças e adolescentes menores de 15 anos para atualização da caderneta
- Gestantes para vacinação específica contra VSR conforme recomendação do SUS
- Adultos para conferir e atualizar vacinas recomendadas conforme idade e condição de saúde
Serviço
Até 1º de setembro pais e responsáveis devem levar crianças e adolescentes menores de 15 anos às unidades de saúde para avaliação da caderneta e atualização das doses indicadas. Adultos também devem conferir se as vacinas recomendadas para sua idade e condição de saúde estão em dia.
PAD Saúde
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