No 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, famílias atendidas pelo Instituto PIPA mostram a importância do apoio às mães e cuidadores para o cuidado com as crianças

por: André Vita

No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, famílias atendidas pelo Instituto PIPA destacam a importância do apoio emocional a mães e cuidadores no cuidado das crianças pequenas.

Sobre o Programa PIPA

Presente em 24 municípios de cinco estados do Nordeste — Pernambuco, Alagoas, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte — o Instituto Primeira Infância Plantar Amor (PIPA) acompanha famílias desde a gestação até os 3 anos da criança. O programa une atenção ao desenvolvimento infantil e suporte às condições emocionais de quem cuida.

O papel das Estrelas Guias

O contato com as famílias é feito pelas Estrelas Guias, profissionais que orientam mães e cuidadores, esclarecem dúvidas e acionam especialistas quando necessário. O atendimento é híbrido, combinando encontros presenciais, conversas por WhatsApp, videochamadas e conteúdos personalizados para cada fase do desenvolvimento.

“Você não se sente sozinha.” É assim que Fabiana Dias resume o acompanhamento recebido durante uma gravidez de risco. Para ela, ter uma Estrela Guia disponível fez diferença na experiência da maternidade.

Impactos na saúde mental e no desenvolvimento infantil

Uma pesquisa nacional, Nascer no Brasil, aponta que cerca de 26% das mães apresentam transtorno mental comum (ansiedade, sintomas depressivos, irritabilidade e insônia) e que 70% dessas mulheres não buscaram atendimento profissional. É nesse contexto que o apoio do PIPA se mostra relevante.

Uma análise da Universidade Federal de Pernambuco com 208 conversas entre mães e Estrelas Guias revelou relatos de maior acolhimento, redução da sensação de solidão e aumento da segurança para lidar com a rotina dos filhos. Em termos de desenvolvimento infantil, 72% das crianças que estavam em situação de alerta ou abaixo do esperado avançaram em pelo menos um domínio avaliado pela escala ASQ-3.

“Quando falamos de primeira infância, precisamos olhar também para quem passa o dia cuidando daquela criança. Muitas vezes, a mãe precisa de orientação, de escuta e de alguém que a ajude a encontrar um caminho. Esse apoio repercute dentro de casa e na própria relação com a criança”, afirma Rogério Morais, diretor-executivo do Instituto PIPA.

Avaliação e ampliação do programa

O PIPA prepara uma nova etapa de avaliação em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais: um estudo longitudinal com 600 famílias, acompanhadas por 12 meses. Serão observados temas como saúde mental das mães, relação entre adultos e crianças e desenvolvimento infantil.

Após vencer o Good Start Challenge, competição internacional que reuniu mais de mil iniciativas, o Instituto vem ampliando a metodologia por meio de parcerias com governos e organizações locais, com a meta de alcançar 1 milhão de famílias até 2035.

Na prática

O Programa PIPA funciona como uma linha direta entre mães e uma rede de apoio pronta para atendê-las. Entre os principais recursos estão:

  • Estrelas Guias que acompanham de perto, escutam e fazem a ponte com terapeutas, pedagogos e psicólogos.
  • Atendimento híbrido com contato presencial inicial e acesso contínuo por WhatsApp e videochamadas.
  • Caixa PIPA, entregue a cada dois meses, com objetos para o desenvolvimento da criança, um livro para leitura compartilhada e um brinquedo que aproxima mãe e filho.
  • Encontros formativos híbridos sobre desenvolvimento infantil, parentalidade e autocuidado.

O desenho de escala considera um universo de 9,4 milhões de famílias de baixa renda com crianças de até 6 anos inscritas no Cadastro Único, com foco inicial em gestantes e mães de crianças de até três anos.

Fonte Instituto PIPA

Foto Antônio Henrique

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