Boi Treloso leva cultura popular e inclusão às ruas do Bairro do Recife

por: André Vita

O tradicional Boi Treloso voltou a ocupar as ruas do Bairro do Recife nesta terça-feira (27), com concentração na Rua da Guia. A ação, promovida pela Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), chegou à 12ª edição e celebra a cultura popular pernambucana como ferramenta de educação, convivência e cidadania.

Desfile e ritmos

O desfile reuniu ritmos que marcam a identidade cultural de Pernambuco, como maracatu, ciranda e coco, e contou com a participação de dezenas de pessoas. Entre os envolvidos estavam:

  • adolescentes das Casas de Semiliberdade (Casem) e das Cases
  • servidores da Funase
  • parceiros e convidados

Origem e evolução

Criado há mais de uma década, o Boi Treloso nasceu de forma simples como uma brincadeira entre funcionários da Casem Caruaru, no Agreste, com um boi feito de papelão. A iniciativa ganhou força, atravessou o estado e, a partir do segundo ano, passou a desfilar no Recife, envolvendo cada vez mais unidades de Semiliberdade. Hoje o bloco integra o calendário cultural da instituição.

Confecção do boi

Desde 2019 o boi é confeccionado em papel machê, tornando-se mais leve e resistente. A produção é resultado de parceria com os artesãos Adriano Emidio e Ricardo Santos. Neste ano, a decoração contou com a ajuda de um adolescente e de servidores da Funase, aproximando os participantes do artesanato e da cultura popular.

Educação, inclusão e legislação

“O Boi Treloso é uma construção coletiva, feita com afeto, parceria e compromisso social. É um momento de celebração, mas também de aprendizado e inclusão”, afirmou a presidente da Funase, Raissa Braga. A coordenadora do Eixo Cultura, Heveliny Sousa, ressaltou que a participação dos adolescentes vai além do desfile, fortalecendo vínculos com a identidade cultural pernambucana.

A proposta do Boi Treloso está alinhada ao que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente e ao Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo, garantindo o acesso à cultura como parte do processo educativo e promovendo integração, protagonismo juvenil e ocupação do espaço público com arte e significado.

Abertura ao público

O desfile foi aberto ao público e celebrou a cultura popular pernambucana junto aos adolescentes e profissionais que constroem essa tradição todos os anos, reafirmando o papel das práticas culturais na promoção da inclusão social e da cidadania.

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