Carnaval aquece transações e aumenta a incidência de fraudes digitais em todo o país. Com o aumento do volume de pagamentos e negociações no período carnavalesco, criminosos aproveitam para aplicar golpes que resultam em perdas financeiras e transtornos para consumidores.
Golpes mais comuns no Carnaval
- Ingressos e abadás falsos — sites e perfis que imitam oficiais vendendo entradas inexistentes.
- Pix e QR Codes adulterados — códigos trocados em pontos de venda, blocos de rua e com ambulantes.
- Falso aluguel de temporada — anúncios de imóveis inexistentes ou já alugados que pedem sinal antecipado.
- Clonagem de WhatsApp — recriação de perfil para pedir transferências a contatos.
- Deepfakes — uso de inteligência artificial para falsificar rostos e vozes em transações.
Como agem os criminosos
Segundo o advogado e professor Glebson Bezerra da Estácio, golpistas criam sites falsos que imitam plataformas oficiais e perfis falsos em redes sociais. Eles também usam engenharia social, se passando por amigos, familiares ou organizadores de eventos para exigir transferências urgentes via Pix. O uso de deepfakes para confirmar falsas identidades tem crescido e facilitado fraudes.
O que fazer se você for vítima
- Registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima ou pela delegacia eletrônica do seu estado.
- Bloqueie cartões e contas bancárias imediatamente e contate o banco.
- Denuncie ao Procon e ao Banco Central.
- Monitore contas e e-mails e comunique a plataforma onde o golpe ocorreu.
Responsabilidade de plataformas e importância das provas
Glebson Bezerra explica que bancos, plataformas de pagamento e sites podem ser responsabilizados caso se comprove falha na segurança ou participação na cadeia de fornecimento. O Código de Defesa do Consumidor prevê, muitas vezes, responsabilidade objetiva se houver nexo causal e prejuízo comprovado.
Reúna o máximo de provas possíveis: comprovantes de pagamento, prints de conversas e anúncios, protocolos de atendimento e o boletim de ocorrência. Essas evidências são decisivas para ações administrativas e judiciais.
Dicas práticas para evitar golpes
- Verifique se o site usa HTTPS e exibe o cadeado de segurança no navegador.
- Desconfie de ofertas muito abaixo do preço de mercado.
- Confirme QR Codes com o vendedor e prefira pagamentos por aproximação em máquinas oficiais.
- Não compartilhe códigos de verificação nem PINs de aplicativos e ative autenticação em duas etapas.
- Ao negociar ingressos e hospedagem, prefira canais oficiais e pague apenas por meios rastreáveis.
Diante do aumento das fraudes no Carnaval, atenção e informação são essenciais. Praticar cuidados básicos de segurança digital ajuda a aproveitar a festa sem prejuízos financeiros ou dores de cabeça posteriores. Para informações sobre segurança em mensagens use WhatsApp com cautela e confira orientações das autoridades quando necessário.