O período de férias é sinônimo de viagens e lazer ao ar livre, mas também exige atenção redobrada com a pele das crianças. Como a pele infantil é mais sensível, medidas específicas de proteção ajudam a evitar queimaduras, irritações e riscos futuros, garantindo diversão segura sob o sol.
Por que a pele infantil é mais vulnerável?
A pele das crianças é mais fina, tem menos melanina e uma barreira cutânea em formação, o que aumenta a sensibilidade aos raios UVA e UVB. Segundo a biomédica e mestre em Ciências Farmacêuticas Alda Catarina Miranda, o sistema imunológico cutâneo infantil é imaturo, o que dificulta a recuperação após exposições solares inadequadas.
“Essas características tornam os pequenos mais suscetíveis a queimaduras solares e aos danos celulares causados pelos raios UVA e UVB”, explica Alda.
Protetor solar ideal para crianças
O ideal é optar por protetores com filtros físicos ou minerais, como óxido de zinco e dióxido de titânio, que refletem a radiação e tendem a irritar menos peles sensíveis. Priorize fórmulas hipoalergênicas e específicas para crianças, com FPS mínimo 30 e proteção UVA adequada (PPD alto).
- Prefira produtos sem perfume e sem parabenos.
- Evite ingredientes potencialmente irritantes como oxibenzona e octocrileno.
- Considere versões resistentes à água para atividades aquáticas.
Quando e como aplicar o protetor solar
A aplicação deve ser feita 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol. Reaplique a cada 2 horas ou sempre que a criança entrar na água, transpirar excessivamente ou usar a toalha para se secar. Em praia e piscina, dependendo da atividade, a reaplicação pode ser necessária a cada 1 hora.
- Aplique quantidade generosa em todo o corpo exposto.
- Não esqueça orelhas, nuca, pés, dorso das mãos e lábios (com protetor labial apropriado).
- Prefira horários mais seguros antes das 10h e após as 16h para brincadeiras ao ar livre.
Cuidado na escolha do produto
Teste o produto em uma pequena área do antebraço antes do uso geral para identificar sensibilidades. Caso apareça vermelhidão, coceira ou inchaço, suspenda o uso, lave a área com água e sabonete suave e aplique compressas frias. Em reações persistentes ou graves, consulte um médico ou dermatologista.
Os perigos da exposição inadequada ao sol
A exposição excessiva sem proteção pode causar queimaduras, desidratação da pele, manchas, sardas precoces e acelerar o fotoenvelhecimento. A longo prazo, aumenta o risco de câncer de pele. Estudos indicam que até 50% da radiação recebida ao longo da vida ocorre antes dos 18 anos, o que torna a proteção na infância essencial.
“Cuidar da pele das crianças durante as férias é um gesto de amor e proteção”, acrescenta Alda, lembrando que chapéus, roupas leves e buscar sombra frequentemente são aliados importantes para manter as crianças seguras e confortáveis ao ar livre. Alda é professora da Estácio.