A internacionalização da educação superior deixou de ser apenas um conceito presente em documentos institucionais para se consolidar como um processo estratégico e transformador dentro das universidades. Integrar dimensões globais e interculturais ao ensino, à pesquisa e à extensão significa ampliar horizontes acadêmicos e humanos, conectando estudantes a novas formas de pensar, produzir conhecimento e compreender o mundo. Mais do que atravessar fronteiras geográficas, internacionalizar-se representa expandir perspectivas e transformar a maneira como as pessoas enxergam a realidade e o papel que ocupam nela.
Esse processo não se limita apenas à mobilidade internacional. Embora a experiência de estudar fora ainda seja um privilégio de uma pequena parcela de estudantes — menos de 3% no mundo —, iniciativas de internacionalização têm ampliado as possibilidades de acesso por meio de bolsas, programas institucionais e projetos colaborativos entre universidades.
Nesse contexto, a internacionalização se torna uma oportunidade de troca de conhecimentos, desenvolvimento científico e construção de redes globais de aprendizagem. Dependendo do destino da imersão acadêmica, os estudantes vivenciam experiências culturais e educacionais distintas. Na América do Sul, por exemplo, é possível perceber fortes semelhanças culturais, linguísticas e históricas entre os países, ainda que o Brasil apresente particularidades importantes, como o idioma português e sua diversidade cultural. Já na Europa, os estudantes encontram universidades centenárias que conciliam tradição acadêmica com infraestrutura tecnológica avançada. Em países da Ásia e da Oceania, o contato com ambientes altamente tecnológicos e dinâmicos desafia estereótipos e amplia a compreensão sobre inovação e desenvolvimento.
Para o professor Joabe Riker, docente do Centro Universitário Martha Falcão Wyden, a internacionalização representa um passo fundamental para fortalecer a formação acadêmica dos estudantes. “A internacionalização amplia o repertório dos alunos e os conecta com diferentes realidades culturais e acadêmicas. Esse contato contribui para a formação de profissionais mais críticos, preparados e conscientes do seu papel em um mundo cada vez mais globalizado”, afirma.
Para além das diferenças culturais, a internacionalização no ensino superior promove o desenvolvimento de competências essenciais para o mundo contemporâneo, como empatia, pensamento crítico, adaptabilidade e visão global. O contato com diferentes culturas e metodologias de ensino contribui para formar profissionais mais preparados para atuar em um cenário cada vez mais interdependente.
De acordo com Lucyane Mendes Silva, Gestora dos Programas de Internacionalização Wyden, a experiência vai muito além de viagens ou certificações. “A internacionalização no ensino superior é uma experiência que transforma não apenas a trajetória acadêmica, mas também a forma como enxergamos o mundo e o nosso papel nele. Ao entrar em contato com outras culturas, ideias e formas de produzir conhecimento, ampliamos horizontes e fortalecemos nossa capacidade de dialogar com o diferente. Mais do que viajar, internacionalizar-se é construir pontes de conhecimento e de humanidade”, destaca.
Entre as iniciativas voltadas à ampliação dessas experiências está o Wyden Global Experience, programa que aproxima estudantes de vivências acadêmicas internacionais e promove experiências interculturais capazes de fortalecer competências globais e agregar valor à formação universitária. A proposta é democratizar o acesso a oportunidades internacionais, permitindo que cada vez mais estudantes tenham contato com novas realidades acadêmicas e culturais. E neste cenário está a Enactus, uma organização internacional que estimula o empreendedorismo social por meio do desenvolvimento de projetos de impacto. A unidade Unifacimp Wyden, por exemplo, iniciou sua participação nas competições da Enactus em 2022, tornando-se a primeira instituição da rede Wyden a concorrer nessa modalidade. Em meados de 2025, a Wyden Global Experience passou a reforçar essa iniciativa, promovendo a integração e a competitividade entre as unidades, com diversas instituições sendo contempladas em editais da rede até o momento.
Como parte dessa iniciativa, no dia 23 de março, às 18h, será realizada uma live transmitida pelo YouTube para apresentar as oportunidades do programa e discutir os impactos da internacionalização na trajetória acadêmica e profissional dos estudantes.
A estudante Lucy Nunes Cerasi, do curso de Direito da Faci Wyden, compartilha sua experiência de mobilidade acadêmica internacional ao realizar um semestre na Universidade de Coimbra. Segundo ela, a vivência foi transformadora em sua trajetória acadêmica e pessoal, proporcionando contato com um ensino rigoroso e com novas áreas do Direito. A experiência também possibilitou a interação com estudantes de diferentes países, ampliando sua visão de mundo e fortalecendo competências interculturais. Para Lucy, além do aprendizado acadêmico, a oportunidade contribuiu significativamente para seu amadurecimento, autonomia e construção de novas perspectivas, deixando impactos duradouros em sua formação.
Experiências como essas demonstram que a internacionalização vai muito além da mobilidade física. Ela envolve a criação de redes de colaboração, o intercâmbio de saberes e o desenvolvimento de competências globais que transcendem a sala de aula. Ao promover esse tipo de iniciativa, as instituições de ensino superior contribuem para formar profissionais mais conscientes, preparados e conectados com os desafios e oportunidades de um mundo cada vez mais integrado.
Afinal, internacionalizar-se é aprender a olhar o mundo com novos olhos e participar ativamente da construção de um futuro mais colaborativo e global.
PERSONAGENS – Entre as convidadas está Gabriela Pedroso Viana, estudante do curso de Psicologia da Martha Falcão Wyden, que compartilhará sua experiência acadêmica e de liderança durante a graduação. Gabriela atua como presidente do time Enactus na instituição e relata que a vivência tem sido transformadora. Segundo ela, liderar uma equipe de 11 membros, desenvolver projetos, organizar reuniões com coordenações e planejar ações estratégicas tem contribuído significativamente para o fortalecimento de suas habilidades de liderança e para a construção de seu perfil profissional.
A estudante Regilene Ataide Mariano Oliveira, do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da UniMetrocamp Wyden, também compartilhará sua experiência. Segundo ela, o programa Língua e Cultura foi fundamental para sua trajetória, pois proporcionou prática real do inglês por meio de conversas com pessoas de diferentes contextos, ajudando-a a superar o receio de se comunicar e a ganhar mais confiança. A vivência foi decisiva durante sua transição de carreira para a área de tecnologia. Além do PLC, Regilene destaca a importância dos intercâmbios remotos, incluindo uma experiência em espanhol sobre Inteligência Artificial — área em que hoje atua profissionalmente.
Quem também trará seu relato é Queila dos Santos Pereira, estudante de Biomedicina da UniRuy Wyden. Ela destaca que participar da viagem acadêmica para Lima foi uma experiência marcante em sua trajetória acadêmica e pessoal. Além do contato com a cultura local e das aulas realizadas durante a viagem, a oportunidade de trocar experiências com estudantes de diferentes regiões do Brasil ampliou sua visão de mundo. Para Queila, vivências como essa reforçam a importância de aproveitar as oportunidades de internacionalização durante a graduação, contribuindo para o crescimento acadêmico e pessoal.