A conquista da medalha de prata do brasileiro Cristian Westemaier Ribera no sprint do esqui cross-country sentado marcou um feito histórico para o País nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Aos 23 anos, o paratleta nascido em Cerejeiras, Rondônia, tornou-se o primeiro brasileiro a subir ao pódio da competição realizada na Arena de Esqui Cross-Country de Tesero, na Itália. Ribera completou a prova em 2m29s6, ficando apenas sete décimos atrás do chinês Liu Zixu, e ampliou a visibilidade de atletas que transformam desafios físicos em trajetórias de alto desempenho.
Esporte e autonomia
A história de Ribera evidencia o papel do esporte como instrumento de autonomia e desenvolvimento físico. Embora o alto rendimento represente apenas uma parte dessa realidade, a atividade física orientada traz benefícios práticos no cotidiano de milhares de pessoas que buscam melhorar mobilidade, saúde e qualidade de vida.
- Fortalecimento muscular que facilita tarefas diárias
- Melhora da resistência e da capacidade funcional
- Aumento da mobilidade e do equilíbrio para maior independência
- Benefícios para a saúde mental com redução do estresse e mais bem-estar
Exemplo na academia
O impacto da prática regular também aparece em histórias como a do assessor do 10º Juizado Especial Cível, Diego Felipe Chaves Costa, aluno da rede Selfit. Cadeirante e com paralisia cerebral espástica, Diego encontrou na academia um espaço para fortalecer o corpo e ampliar sua autonomia nas atividades do dia a dia. “Treinar é algo que me faz ter mobilidade e força para atividades do dia a dia, como entrar no carro e dirigir, tomar banho e ter disposição para o trabalho. Também ajuda na circulação sanguínea”, afirma.
Adaptação e acompanhamento
Segundo Diego, o suporte dos profissionais da academia foi essencial para manter a constância nos treinos. A adaptação dos exercícios e o acompanhamento técnico permitiram a realização de um programa voltado para membros superiores, respeitando suas condições físicas. “Na Selfit eu encontrei um espaço adequado e equipamentos que possibilitam que eu realize um treino de superiores completo. Mas além disso, o principal motivo foram os profissionais, professores e estagiários, que dão suporte de alto nível para que o treino seja possível, de forma correta e segura”, explica.
Resultados para o corpo e a mente
Com o tempo, os resultados apareceram na saúde e na composição corporal. “Em 2021 eu pesava 127 quilos. Fiz dieta e acompanhamento médico, mas foram os treinos que mantiveram a perda de peso por ter ganho massa muscular”, relata Diego. Para ele, os benefícios vão além do físico: “Treinar é um bem físico, mas não apenas. O bem-estar é uma união de corpo e mente e o treino na Selfit traz interação e descontração, fatores que oxigenam a mente e aliviam a tensão do trabalho.”
Orientação técnica especializada
De acordo com Gabriel Figueiredo, especialista técnico das experiências de treino da rede Selfit, a atividade física pode fortalecer a autonomia funcional de pessoas com deficiência quando o treinamento é adaptado às necessidades individuais. “O exercício contribui para o fortalecimento muscular, melhora da mobilidade e da resistência, além de favorecer o equilíbrio e a autonomia nas atividades do dia a dia. Com orientação adequada, é possível estruturar treinos que respeitem as limitações de cada pessoa e estimulem o desenvolvimento físico de forma segura”, conclui.