O envelhecimento acelerado da população brasileira tem ampliado a incidência de doenças crônicas, entre elas a insuficiência cardíaca, uma das principais causas de internação de idosos no Sistema Único de Saúde (SUS). Levantamento com base em dados do SIH/SUS mostra cerca de 1,97 milhão de internações por insuficiência cardíaca entre 2015 e 2024, com maioria dos pacientes entre 70 e 79 anos.
Por que a insuficiência cardíaca é pouco conhecida
Embora frequente, a insuficiência cardíaca ainda é pouco conhecida pela população. Segundo a cardiologista especialista em insuficiência cardíaca, Dra. Maria de Fátima Oliveira, muitos pacientes demoram a procurar atendimento por acreditarem que sintomas como falta de ar, cansaço constante e inchaço nas pernas fazem parte do processo natural do envelhecimento.
O que é insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca não significa que o coração parou de funcionar. É uma condição em que ele perde a capacidade de bombear sangue adequadamente para atender às necessidades do organismo. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a doença e evitar complicações, explica a especialista.
Fatores de risco
- Hipertensão arterial
- Diabetes
- Obesidade
- Doença renal
- Infarto prévio
- Avanço da idade
Sinais de alerta
Os principais sinais que merecem investigação médica incluem:
- Falta de ar durante pequenos esforços ou ao deitar
- Fadiga persistente
- Inchaço nos pés e pernas
- Ganho rápido de peso por retenção de líquidos
- Palpitações
Tratamento e prevenção
A insuficiência cardíaca é crônica, mas pode ser controlada com tratamento adequado, uso correto de medicamentos, acompanhamento especializado e mudanças no estilo de vida. Avanços terapêuticos têm reduzido hospitalizações e melhorado a qualidade de vida, mas o desafio é diagnosticar antes da primeira internação.
Orientações da especialista
Controlar a pressão arterial, tratar o diabetes e o colesterol, praticar atividade física regularmente, manter alimentação equilibrada, não fumar e realizar consultas periódicas com o cardiologista são atitudes que ajudam a proteger o coração. Não devemos aceitar que falta de ar e cansaço sejam vistos como normais da idade quando podem ser sinais de uma doença séria, reforça Dra. Maria de Fátima.
Serviço
Dra. Maria de Fátima Oliveira
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