Consórcio cresce como alternativa de planejamento financeiro diante de juros altos

por: André Vita

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor segue em crescimento, com 12,6% a mais de contratações em relação ao ano anterior, refletindo mudança no comportamento do consumidor diante da compra de itens como carros e imóveis. Esse aumento aponta para a busca por crédito em formatos mais equilibrados e com condições de pagamento adaptáveis. Diferente do financiamento tradicional, o consórcio não possui juros, apenas taxas fixas de administração.

Orientação do especialista

Thiago Azevedo, gerente e especialista em investimentos do Sicredi, recomenda uma postura financeira estratégica antes de assumir um consórcio. “Criar reservas de emergência e controlar gastos é a principal medida na hora de assumir um compromisso como um consórcio, principalmente diante das flutuações de crédito provocadas por tensões internas e externas”, afirma.

Planejamento para evitar comprometimento da renda

Para evitar o comprometimento da renda familiar, a quitação e a redução de dívidas com juros altos são ações essenciais. A escolha pelo tipo de crédito deve considerar o objetivo financeiro e o impacto da aquisição no orçamento. Segundo o especialista, o consórcio é mais vantajoso em cenários de juros elevados e para quem não tem pressa em obter o bem, atuando melhor para quem tem estabilidade de renda e consegue planejar a médio ou longo prazo.

Como funciona o consórcio

O consórcio é uma modalidade de acesso a crédito entre pessoas com perfil poupador que valorizam a organização financeira para adquirir bens. O valor da carta de crédito e as taxas administrativas são divididos conforme o número de parcelas acordadas, o que permite uma prestação fixa e previsível ao longo do contrato.

Dicas antes de contratar

  • Compare valores e regras entre instituições para escolher o melhor momento e o grupo mais adequado.
  • Acompanhe o calendário do grupo, pois períodos como férias escolares e Natal podem reduzir a participação ativa dos consorciados.
  • Planeje lances estratégicos e adeque a oferta à sua disponibilidade financeira.
  • Evite acumular dívidas; a aprovação de novas modalidades de crédito geralmente exige nome limpo.

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