No próximo dia 13 de março o mundo celebra o Dia Mundial do Sono promovido pela World Sleep Society destacando a importância de um sono saudável para o bem-estar físico, mental e social.
A escala do problema
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera os distúrbios do sono uma epidemia global, afetando entre 40% e 45% da população mundial, com queixas como dificuldade em adormecer, manter o sono, fragmentação do descanso e baixa satisfação com a qualidade do sono. No Brasil, dados da Fundação Oswaldo Cruz mostram que cerca de 72% dos brasileiros sofrem algum tipo de distúrbio do sono, incluindo insônia e apneia, que impactam diretamente a rotina e a saúde geral.
Por que o sono é essencial
A ciência indica que boa qualidade do sono está associada a melhor função imunológica, equilíbrio do humor, capacidade cognitiva e memória, além de redução do risco de doenças crônicas como obesidade, hipertensão e diabetes. As horas recomendadas variam por faixa etária, mas o mais importante além da quantidade é a qualidade: um sono contínuo e reparador.
Hábitos que melhoram o descanso
Práticas simples podem melhorar significativamente a qualidade do sono. Veja algumas orientações:
- Manter horários regulares para dormir e acordar
- Evitar telas e luz azul pelo menos uma hora antes de deitar
- Criar um ambiente escuro, silencioso e confortável no quarto
- Reduzir consumo de cafeína e bebidas alcoólicas próximo ao horário de dormir
- Praticar atividade física regular, evitando exercícios intensos à noite
- Consultar profissional de saúde se há sonolência diurna excessiva ou ronco alto e constante
Apneia do sono e sinais de alerta
Segundo o Dr. Cleydson Lucena, médico otorrinolaringologista e cirurgião de cabeça e pescoço, “o sono não é apenas um período de descanso, mas um processo ativo em que o corpo e o cérebro se regeneram”. Quando a qualidade do sono é negligenciada ocorrem consequências que vão desde queda de rendimento no trabalho e nos estudos até maior vulnerabilidade a doenças. No caso de pessoas que roncam, o sintoma pode estar relacionado à apneia obstrutiva do sono: episódios de pausa respiratória, ronco muito alto e sono fragmentado. A apneia pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, AVC, diabetes e problemas cognitivos. Especialistas também relatam impacto social significativo, incluindo aumento de conflitos conjugais.
Quando buscar ajuda
Procure avaliação médica se houver ronco intenso, pausas respiratórias observadas por outra pessoa, sono não reparador ou sonolência durante o dia. Diagnóstico e tratamento podem incluir mudanças no estilo de vida, uso de dispositivos de pressão positiva ou intervenções cirúrgicas quando indicadas. Entender e cuidar da saúde do sono é tão crucial quanto cuidar da alimentação e da atividade física.