A corrida presidencial de 2026 tem mobilizado nomes conhecidos do jornalismo brasileiro que passaram pela TV Globo, e vários profissionais passaram a manifestar publicamente apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os que declararam voto ou se posicionaram em defesa da democracia estão Fátima Bernardes, Chico Pinheiro, José Raimundo, Zeca Camargo, Carla Vilhena e a ex-diretora de jornalismo Silvia Faria. Muitas dessas manifestações ocorreram em redes sociais ou em aparições públicas.
Declarações de apoio
Fátima Bernardes publicou em suas redes sociais que votará novamente em Lula, destacando que o apoio não exige filiação partidária e é sobretudo uma defesa da democracia e das liberdades. A menção a suas publicações foi feita em plataformas como X e Instagram.
Chico Pinheiro tem mantido atuação pública em defesa do presidente, tanto nas redes quanto em seu programa no canal ICL. Em uma publicação ele contrapôs os projetos em disputa e escreveu que “Lula é promessa de fé na civilização” enquanto criticou duramente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
José Raimundo, com longa trajetória na afiliada TV Bahia, destacou os avanços das políticas sociais dos governos petistas e fez críticas às práticas atribuídas a Flávio Bolsonaro, mencionando episódios e acusações que, segundo ele, questionam a trajetória do senador.
Zeca Camargo tem compartilhado nas redes orientações ao eleitorado, materiais relacionados à campanha e relatos de conversas com eleitores ainda indecisos. Carla Vilhena participou de ações simbólicas que buscavam reafirmar as cores e símbolos nacionais longe das associações políticas recentes. Silvia Faria, ex-diretora de jornalismo da Globo, declarou que sua escolha se baseia na preservação das instituições democráticas e das conquistas sociais, afirmando que Lula respeita essas convicções enquanto, em sua visão, Flávio Bolsonaro as representa em sentido contrário.
Trajetórias no jornalismo e manifestações políticas
Os profissionais mencionados têm históricos diversos na emissora: alguns acumularam décadas de atuação em telejornais e programas, outros ocuparam cargos de direção. Essas trajetórias informam o peso público de suas declarações, que combinam experiência jornalística com posicionamento político pessoal.
- Fátima Bernardes esteve à frente do Jornal Nacional por 14 anos e segue com grande alcance nas redes.
- Chico Pinheiro já participou da campanha de 2022 e continua com postura pública engajada.
- José Raimundo tem mais de três décadas na TV Bahia e relaciona sua defesa a resultados de políticas sociais.
- Zeca Camargo e Carla Vilhena adotaram posturas públicas distintas, uma mais educativa nas redes e outra mais simbólica.
- Silvia Faria enfatiza a defesa das instituições e do processo democrático.
Liberdade de manifestação e regras editoriais
É importante diferenciar jornalistas que já deixaram a emissora daqueles que permanecem vinculados ao Grupo Globo. As diretrizes editoriais da empresa impõem restrições a manifestações político-partidárias por parte de seus jornalistas, incluindo em perfis pessoais, para preservar independência e percepção de imparcialidade. Essas regras são distintas da liberdade que costumam ter atores e atrizes da casa.
As orientações internas limitam declarações de apoio a candidatos, participação ativa em campanhas e interações que possam configurar endosso partidário. Para mais informações sobre a empresa e seu posicionamento institucional veja o site do Grupo Globo.
O debate para 2026
Mais do que declarações de voto, os depoimentos desses comunicadores realçam preocupações sobre a preservação das liberdades democráticas, a continuidade das políticas sociais e os rumos que o Brasil pode tomar a partir de 2026. Ao tornarem públicas suas escolhas, esses jornalistas e ex-jornalistas ampliam o debate público e reforçam a discussão sobre valores centrais para a sociedade brasileira.