A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) inaugurou nesta segunda-feira (18) a primeira sala voltada às atividades musicais desenvolvidas com adolescentes atendidos nas unidades socioeducativas. O novo espaço chega para fortalecer uma iniciativa que já vem transformando rotinas, despertando talentos e ampliando perspectivas por meio da música.
Inauguração e articulação institucional
A inauguração contou com a presença de representantes do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), da Secretaria Nacional da Juventude (SNJ), do Ministério Público, da juíza Dra. Maria Amélia e de Silas, representante da Secretaria da Criança e da Juventude (SCJ). A participação reforça a importância da articulação entre instituições para o fortalecimento das ações socioeducativas.
Aulas e público atendido
As aulas, retomadas no início de 2026, são contínuas, têm duração média de duas horas por turma e reúnem cerca de 35 a 40 adolescentes. A iniciativa atende jovens em Centros de Atendimento Socioeducativo (CASE) e Centros de Internação Provisória (CENIP), oferecendo contato com instrumentos musicais e oportunidades para desenvolver habilidades artísticas, convivência, disciplina e expressão pessoal.
Conteúdo didático e prática
O espaço é usado para aulas teóricas e práticas conduzidas pelo professor Artur Silva. Os conteúdos incluem teoria musical, leitura rítmica e melódica, percepção auditiva, harmonia e análise musical. Na prática os adolescentes trabalham técnicas vocais, como respiração, afinação e projeção, além de experimentar diferentes instrumentos.
- Teclado
- Violão
- Flauta barroca
- Percussão: zabumba, triângulo e ganzá
Depoimentos e impacto
Raissa Braga presidente da Funase ressalta que a sala representa um passo para valorizar talentos e ampliar possibilidades: A música trabalha sensibilidade, disciplina, convivência e autoestima e amplia oportunidades para sonhar e projetar futuros. O professor destaca a evolução e o entusiasmo dos adolescentes nas atividades.
M.A.F.B., 17 anos conta que as aulas foram decisivas: cheguei até onde eu queria e acredito que daqui pra frente vou ter um futuro bom. A unidade me deu um sonho, a oportunidade de cantar.
Apresentações e certificação
Ao longo do processo ocorrem apresentações em eventos internos e, ocasionalmente, convites para ações externas. Não há certificação formal, pois o foco é a prática e a vivência musical. Para muitos adolescentes, esse é o primeiro contato com o universo da música, uma descoberta que fortalece autoestima e abre novas perspectivas.