A saúde mental de crianças e adolescentes tem se tornado uma preocupação cada vez mais presente entre famílias, escolas e profissionais de saúde. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE, mostram que três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram se sentir tristes sempre ou na maioria das vezes. Criar espaços seguros de diálogo e ensinar jovens a reconhecer e compreender suas emoções é fundamental.
Por que falar sobre saúde mental na adolescência
Conversa aberta sobre emoções contribui para o autoconhecimento e para a identificação precoce de sofrimento emocional. Nesse período de mudanças físicas, sociais e emocionais, a presença de adultos de confiança aumenta a probabilidade de o adolescente se sentir à vontade para compartilhar o que vive.
Referências culturais para facilitar o diálogo
Utilizar filmes, livros, músicas e séries do universo adolescente pode abrir portas para conversar sobre sentimentos. Um exemplo citado é o filme Divertida Mente, que ajuda a reconhecer emoções de forma acessível. Referências culturais tornam a conversa menos invasiva e mais conectada ao cotidiano do jovem.
Sinais e mudanças de comportamento que merecem atenção
Observação atenta de mudanças na rotina e no comportamento é essencial. Alguns sinais que merecem atenção incluem:
- Alterações no sono e no apetite
- Isolamento social
- Perda de interesse por atividades antes prazerosas
- Mudanças bruscas de humor
- Queda no rendimento escolar
Esses sinais isoladamente não significam diagnóstico, mas quando representam mudança significativa no comportamento habitual merecem cuidado e avaliação.
Quando e como procurar ajuda profissional
Identificar sinais de sofrimento não é o mesmo que diagnosticar em casa. O ideal é estabelecer uma conversa acolhedora e, quando necessário, buscar orientação de profissionais de saúde. O psiquiatra Rafael Amorim ressalta que a avaliação especializada diferencia oscilações esperadas da fase de quadros clínicos que exigem acompanhamento, e que a medicina atua como aliada da família e da escola.
O papel da família e da escola na rede de apoio
Família e escola podem atuar integradas para escutar, acolher e identificar mudanças emocionais. Professores e profissionais escolares que acompanham a rotina dos estudantes frequentemente percebem sinais que passam despercebidos em outros ambientes. Criar espaços cotidianos de diálogo facilita a busca por ajuda antes de crises.
Setembro Amarelo e prevenção do suicídio
A campanha Setembro Amarelo reforça a importância da prevenção do suicídio e do cuidado continuado com a saúde mental. Evitar infantilizar ou minimizar os sentimentos do adolescente, acolher com empatia e buscar suporte profissional quando necessário são práticas que devem existir o ano todo.
Sobre a Afya
A Afya é um ecossistema de educação e soluções para a prática médica no Brasil, reunindo instituições de ensino e ferramentas digitais de suporte à prática médica. Mais informações em www.afya.com.br e ir.afya.com.br.