Com o fim das férias escolares e a retomada da rotina em agosto, muitas pessoas reorganizam a alimentação e a prática de exercícios. Mas é justamente nesse período que surge uma das maiores frustrações de quem emagreceu, a recuperação rápida dos quilos perdidos conhecida como efeito sanfona.
O que diz a ciência
Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a obesidade é uma doença crônica e recidivante, o que significa que o corpo tende biologicamente a recuperar o peso perdido quando não há estratégias para manutenção do tratamento.
Como o organismo reage
De acordo com a endocrinologista Leila Gonzaga, especialista em emagrecimento e longevidade, o organismo reage à perda de peso como um mecanismo de proteção. “Quando emagrecemos, principalmente de forma rápida, o metabolismo desacelera para economizar energia e os hormônios responsáveis pela fome aumentam, tornando mais difícil manter o novo peso”, explica a médica.
Hormônios que influenciam a fome
Além da adaptação metabólica, há alteração na produção de hormônios como a grelina, que estimula o apetite, e a leptina, responsável pela sensação de saciedade. Essa combinação favorece o aumento da fome e facilita o retorno aos antigos hábitos alimentares.
A importância da fase de manutenção
Outro erro comum é acreditar que o tratamento termina quando a meta é alcançada. “A fase de manutenção é tão importante quanto a perda de peso. É nela que ajustamos alimentação, atividade física e, quando necessário, o tratamento medicamentoso para evitar o efeito sanfona”, afirma Leila Gonzaga.
Riscos de dietas muito restritivas
A especialista alerta que dietas muito restritivas podem agravar o efeito sanfona, pois provocam perda de massa muscular além da redução da gordura corporal. Com menos massa magra, o organismo diminui o gasto energético e fica mais fácil recuperar o peso perdido.
Como reduzir o risco do efeito sanfona
- Planejamento alimentar com foco em mudanças sustentáveis
- Prática regular de exercícios que combinem treino aeróbico e de força
- Acompanhamento médico e nutricional para ajustes na manutenção
- Evitar soluções imediatistas e dietas extremamente restritivas
Com planejamento alimentar, prática regular de exercícios e acompanhamento médico, é possível transformar a perda de peso em um resultado duradouro. “A balança pode até indicar o fim de uma etapa, mas o cuidado com a saúde metabólica deve continuar. O verdadeiro sucesso do tratamento é conseguir manter o peso e a qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui a especialista.
Fonte e serviço
Fonte Dra. Leila Gonzaga – médica especialista em emagrecimento e longevidade
SERVIÇO
Clínica de Longevidade e Emagrecimento
Endereço Rua Guimarães Peixoto, 75 – Casa Amarela
Instagram @dra.leilagonzaga / @clinicaclee