Janeiro branco: a importância da manutenção da saúde mental

Especialista alerta para a urgência dos cuidados com a população

by Voz Comunicação

Com a chegada de um novo ano, é natural que novas metas pessoais sejam estabelecidas, novas expectativas, promessas e planejamentos de mudança. Recomeçar o projeto que ficou esquecido, voltar à academia, aprender um instrumento, uma nova língua, realizar aquela viagem. São inúmeras coisas que almejamos. Mas, para melhor viver os processos da vida, alegrias, conquistas, frustrações, uma coisa não deve ser esquecida: a saúde mental. No Brasil, a taxa de ansiedade é uma das maiores do mundo, principalmente causada pelos desgastes relacionados ao estresse.

Segundo a psicóloga Monaliza Nascimento, coordenadora e professora do curso de Psicologia da Faculdade Nova Roma, há um crescimento nos diagnósticos de transtornos mentais na população mundial e brasileira. “O Conselho Nacional de Saúde do Brasil apontou alguns dados da Organização Mundial de Saúde sobre o panorama da saúde mental no Brasil. Segundo a pesquisa, a perspectiva é de que a cada quatro pessoas, uma precisará conviver com algum transtorno mental durante sua vida. Outro dado impactante é de que o Brasil está em primeiro lugar no ranking mundial de pessoas ansiosas, cerca de 9,3% da população”, pontua.

O Janeiro Branco completa 10 anos em 2024, já é Lei Federal, e entra em vigor já no primeiro mês do ano. A campanha, que busca promover a conscientização sobre a importância da saúde mental no Brasil, foi criada em Uberlândia, pelo psicólogo Leonardo Abraão. De acordo com a psicóloga Monaliza Nascimento, a campanha, que este ano traz o tema “Saúde mental enquanto há tempo! O que fazer agora?”, é importante para visibilizar a urgência pelo cuidado e a necessidade de se pensar em práticas de promoção à saúde mental no país.

“Bastante negligenciado se comparado ao cuidado com a saúde física, o cuidado com a saúde mental sofre também com a escassez de psicólogos e psiquiatras em serviços públicos de saúde e a precarização destes, como é o caso dos Centros de Atenção Psicossocial, que em sua maioria estão bastante sucateados”. Mesmo com toda a importância da campanha, Monaliza Nascimento pontua que algumas críticas têm sido feitas, inclusive do Conselho Federal de Psicologia, que apesar de reiterar a importância, problematiza o uso do termo “Janeiro Branco”, pois segundo pronunciamento do órgão de classe em 2017, pode “referendar o discurso racista presente na nossa sociedade”. Já em 2023, o órgão propôs o tema “Saúde mental de janeiro a janeiro”, chamando atenção para que a saúde mental brasileira seja promovida durante o ano todo, dada a sua importância, sobretudo porque em transtornos mentais mais severos, não só o bem-estar do indivíduo pode estar em risco, mas sua própria vida”.

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